Capitalismo e racismo


13 de novembro de 2017

Na história da humanidade, só o modo de produção capitalista escravizou pessoas por conta da cor da pele.  E lucrou muito com essa escravização. Mas se engana quem pensa que isso está no passado.
Mesmo com a “abolição da escravidão” e a “liberdade do trabalho assalariado”, os capitalistas para retomarem seus lucros intensificam a exploração sobre trabalhadores negros e negras.  Possuem os menores salários, têm pouco acesso aos serviços públicos como saúde e Educação de qualidade, sofrem com a violência policial e judicial, etc.
Por isso que o capitalismo nunca vai acabar com o racismo, se utiliza dele para aumentar seus lucros. Como disse Malcolm X: “Não existe capitalismo sem racismo”. A luta contra o racismo deve ser parte da luta contra o capitalismo e a exploração!

Uma luta de toda classe trabalhadora

Uma das tarefas mais importantes de lutadores e lutadoras é reproduzirmos junto à classe trabalhadora que a reprodução do racismo se volta contra a nossa própria classe, pois a burguesia se aproveita da divisão entre brancos e negros para intensificar a exploração sobre toda a classe trabalhadora.
Nesse sentido, é fundamental que as pautas “especificas” de negros e negras sejam assumidas por toda classe trabalhadora, isto é, o direito às cotas proporcionais (universidade, trabalho, concurso, etc.), salário igual, dentre outras tantas.
A unidade entre explorados negros e brancos será fundamental para derrotarmos os ataques, os governos burgueses, o capitalismo e construirmos uma sociedade sem racismo. Sem a parte negra da classe trabalhadora não haverá a revolução socialista.
O capitalismo é racista. Só o socialismo poderá acabar com toda diferenciação entre as pessoas. Como diz Rosa Luxemburgo: “Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”.