Só a luta pode acabar com a Reforma da Previdência!


17 de março de 2017

Os últimos governos já mexeram na nossa aposentadoria e agora Temer e o Congresso Nacional querem aprovar outra Reforma da Previdência (PEC 287/2016) que, na prática, irá acabar de fato com o nosso direito!WhatsApp Image 2017-03-16 at 10.02.47

No dia 8 de março, as mulheres mostraram que não ficam em silêncio com a ofensiva desses governos machistas! Foram às ruas em diversos lugares no Brasil e no mundo para dar um basta aos ataques, à austeridade e à violência de gênero. Mostraram nas ruas a disposição para os enfrentamentos necessários diante da intensificação da crise estrutural do capital e o consequente acirramento dos ataques desferidos pela classe dominante através do governo, com retirada de direitos, rebaixamento do padrão de vida, sucateamento dos serviços públicos, cortes orçamentários, saque do dinheiro público, etc.

Mas, isso não foi suficiente. E o governo continua insistindo em fazer essa Reforma. Precisamos unir ainda mais forças para barrar os ataques e derrotar Temer e ao capital. Barrar as reformas é a principal tarefa do conjunto da classe trabalhadora e não temos outra saída que não seja a luta direta! Não há outra saída que não passe pela GREVE GERAL! Não podemos ter esperança nenhuma no executivo, legislativo ou judiciário! Estão todos juntos para descarregar o peso da crise em nossas costas! É por isso que estamos hoje, Dia Nacional de Lutas Contra a Reforma da Previdência, nas ruas de todo o país!

A luta precisa continuar e a Greve Geral precisa ser construída em cada local de trabalho, estudo e moradia ou não acontecerá. A CUT segura o movimento marcando somente paralisações, pois está mais interessada na campanha eleitoral de 2018 do que na resistência dos trabalhadores. Outras centrais negociam os SEUS próprios direitos com os patrões e governos, como a UGT e a Força Sindical. São centrais que foram governistas em períodos anteriores e continuam sendo. A CSP-Conlutas e a Intersindical secundarizam a construção da Greve Geral em cada local e ficam somente negociando datas com as outras centrais que não querem a unificação das categorias e das lutas porque negociam com governo e patrões ao invés de unificar e fortalecer a classe trabalhadora. Não unificam o calendário de lutas, desde 2016. Isso é intencional!

Nós precisamos ser por nós! Por isso, precisamos organizar atividades nos nossos locais de trabalho, estudo e nos bairros com formações e esclarecimentos sobre a Reforma da Previdência para mobilizar as pessoas e conseguirmos manter os nossos direitos! Encontros nacionais de trabalhadores/as e da juventude são urgentes para reunirmos os movimentos (estudantil, popular e de trabalhadores), com funcionamento democrático e precedidos de encontros regionais e ou municipais.

São diversos os ataques como o aumento de idade mínima, do tempo de contribuição, da diminuição dos recursos e alterações em diversos benefícios, como o auxílio pensão por morte. Quem sofre com essas mudanças são as mulheres, os trabalhadores rurais, a juventude e toda a classe trabalhadora que terá que trabalhar muito mais para alcançar esse direito (se sobreviver!).

A mentira do rombo da Previdência

Para justificar a Reforma, o governo diz que há um rombo no caixa da Seguridade Social (que inclui a Previdência Social, a Assistência Social e a Saúde), que deveria receber recursos das empresas, dos trabalhadores na ativa e registrados (que sofrem o desconto todo mês). Mas, sobra dinheiro (R$55 bilhões em 2014 e R$11 bilhões em 2015 – Fonte: Anfip). Na verdade, o governo desvia dinheiro (até 30% do orçamento da Previdência) através de um recurso, a DRU, Desvinculação das Receitas da União, para pagar a Dívida Pública, que favorece banqueiros à custa do nosso trabalho! E muitas empresas descontam do salário dos trabalhadores e não repassam para a Previdência Social!

A Reforma é toda ruim… não tem nada para negociar

As centrais sindicais pelegas estão sendo empurradas para a mobilização. Mas, querem aproveitar a mobilização para negociar os nossos direitos. Não podemos aceitar que nenhuma central sindical negocie com os patrões e o governo os nossos direitos! Não tem o que negociar, não aceitamos que retire nenhum direito!

Não confiamos nas centrais sindicais pelegas que querem garantir privilégios e manter o controle sobre as nossas lutas e toda a classe trabalhadora para se promover na campanha eleitoral de 2018!

Mobilização independente e dos trabalhadores

Agora toda a classe trabalhadora precisa se unir e enfrentar a Reforma e tudo que retira nossos direitos!

O dia 15 de março é um importante Dia Nacional de Lutas, com várias categorias realizando paralisações e atividades pelo país. O seu fortalecimento é fundamental. Mas, precisamos construir a Greve Geral e cada central sindical tem que cumprir esse papel para derrotar a Reforma ou estará colaborando mais uma vez com os patrões.

Os trabalhadores em luta, impondo sua força ao governo podem barrar esse ataque!

Organizar atividades nos nossos locais de trabalho, estudo e nos bairros para tomarmos as ruas unidos, derrotar Reforma da Previdência e garantir nossos direitos!

Todos e todas construindo a Greve Geral e uma sociedade em que possamos decidir, de fato, pelos rumos da nossa vida! Não podemos trabalhar até morrer! O capitalismo já nos mata aos poucos todos os dias, não precisamos de mais isso!

Essa é a previsão do Calendário de Votação na Câmara dos Deputados em Brasília. Não podemos permitir a aprovação! Vamos barrar!

  • 15/03 – Leitura do Parecer da Comissão da Reforma da Previdência
  • 28/03 – Votação em Primeiro Turno da Reforma da Previdência
  • 06/04 – Votação em Segundo Turno da Reforma da Previdência