A bala do fuzil


19 de janeiro de 2016

 

punho cerrado soberania

Talvez, ainda façamos parte do universo,

não sei como é fazer parte da matéria de outra forma que não seja a forma que tomo como corpo agora,

mas me contento em saber que farei parte de uma parte melhor que virá,

pois não haverá saída,

as flores brotarão.

Talvez surgiremos do solo,

talvez seremos algum raio solar clareando tudo,

talvez uma chuva,

ou um pássaro,

seremos talvez uma esperança,

contemplando a falta de esperança de alguém.

Seremos a continuação de uma luta,

até o dia em que não haja pelo que lutar,

se a perfeição não ocorrer no horizonte

da mais positiva utopia,

seremos a bala do fuzil,

seremos o próprio fuzil,

seremos a lâmina afiada

ou seremos a fúria nos olhos

dos revolucionários que virão.

Geisa Pimentel